A Perfeição da Generosidade – Shiwa Lha – Centro de Estudos do Budismo Tibetano

A Perfeição da Generosidade

Esta perfeição está dividida em quatro categorias: dar posses, Dharma, refúgio, e amor ativo (maitri).

1. Dar posses. Para a maioria de nós, as necessidades materiais básicas, como alimentação e vestuário, são os tipos de posses mais fáceis de serem dadas. No entanto, os bodhisattvas superiores são capazes de dar os seus olhos, suas carnes e até mesmo suas vidas. O objeto que damos não é o verdadeiro ato de generosidade, mas somente os meios de generosidade. A verdadeira atividade da generosidade é a forte decisão de dar livremente, sem avareza. Deste modo, mesmo se não possuímos nada, podemos praticar a generosidade, porque dar depende do nosso estado mental, não do objeto que está sendo dado.

2. Oferecer o Dharma: significa que a pessoa dá os verdadeiros ensinamentos a outros seres com uma mente pura. Este tipo de generosidade é mais benéfico do que dar posses materiais. Posses materiais ajudam somente por um tempo limitado, enquanto o Dharma é duradouro e mais profundamente útil. Uma pessoa com posses pode, mesmo assim, estar sofrendo, mas o Dharma pode remover este sofrimento.

3. Dar Refúgio. Dar refúgio significa que nós trabalhamos para salvar e proteger as vidas de todos os seres vivos. Por exemplo, se colocamos seres aquáticos, que estão presos na lama, de volta na água, estamos praticando este tipo de generosidade. Se a vida de qualquer ser está em perigo, nós temos que ajudá-lo da forma que pudermos. A prática de dar refúgio resulta, imediata e profundamente, em frutos muito bons.

4. Dar amor. A prática do amor é o desejo de dar felicidade verdadeira para todos os seres. O fato de termos este desejo, não significa que somos capazes de ajudar os seres imediatamente, mas se este desejo for cultivado irá eventualmente trazer grandes resultados. Todos estes tipos de generosidade auxiliam de dois modos: ajudando os outros seres e ajudando a nós mesmos. Se praticamos a generosidade somente para nosso próprio benefício, este não é a verdadeira generosidade.